O número de matrículas no Ensino Superior alcançou 7,3 milhões em 2013. Em 10 anos, o número de estudantes em cursos superiores cresceu 85,6%. Esse ritmo, no entanto, vem caindo desde 2008, quando cresceu mais de 10% em um ano. Entre 2012 e 2013, o aumento foi de apenas 3,9%.
O Censo da Educação Superior, divulgado ontem, pelo Ministério da Educação, revela que os cursos superiores tecnológi- cos, de menor duração e formação mais específica, foram os que mais cresceram.
Nos últimos dez anos, o número de cursos aumentou mais de 500%, puxado pelo aumento de vagas na rede privada. Hoje, 85,6% das matrículas estão em instituições particulares.
A situação é similar nas vagas de graduação em geral. Uma das promessas do Ministério da Educação, ainda no governo Lula, era de manter a proporção de 30% de vagas públicas para 70% de vagas privadas, o que não aconteceu. Apesar da expansão considerável no número de universidades federais criadas desde 2003, a diferença no número de vagas segue aumentando.
O último censo revela que, hoje, as vagas públicas representam 26% do total - incluindo federais, estaduais e municipais.
Em São Paulo, para cada vaga em universidade pública, existem outras 5,3 em instituições privadas, a maior proporção do País. A proporção também é alta no Distrito Federal, uma para 4,65. Mas, em todo Brasil, em apenas cinco Estados - Paraíba, Santa Catarina, Pará, Roraima e Tocantins -, há mais matrículas públicas que privadas.
O Censo mostra que uma das áreas prioritárias do governo, a das engenharias, conseguiu avançar mais rápido no governo Dilma Rousseff (PT).
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