sábado, 24 de setembro de 2016

Policiais civis mantêm greve e sete delegacias funcionam no Ceará

pós assembleia, policiais civis mantiveram neste sábado, 24, a greve sinalizada durante a semana para reivindicar melhores condições de trabalho. Com isso, apenas cinco delegacias funcionam na Grande Fortaleza e duas no Interior, segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Ceará (Sinpol).

O Sinpol informou que, por unanimidade, os policiais recusaram a proposta apresentada pelo Governo. "Ontem (sexta-feira, 23) houve uma reunião, mas a categoria entendeu que o movimento de paralisação deveria continuar. Vários fatores culminaram para a greve. Temos o pior salário do nordeste e o menor efetivo proporcional do País", disse ao O POVO Online o presidente do Sinpol, Francisco Lucas.

Segundo ele, a principal reivindicação é o reconhecimento do nível superior para que os policiais tenham um salário condizente com a complexidade do trabalho. Ele também cita como motivação para a greve a questão do desvio da função com a custódia dos presos, o que dificulta a investigação dos crimes.

- No jornal O Povo

O Belchior que a crítica vulgar não viu



Alberto Sartorelli, Outras Palavras
Que tal a civilização
Cristã e ocidental…
Deploro essa herança na língua
Que me deram eles, afinal.
– BELCHIOR, “Quinhentos anos de quê?”
(Bahiuno, 1993)


A imagem de Belchior vendida pela indústria cultural é a do artista brega, de voz fanha e bigodão – uma figura! Poucos prestam atenção nas letras. A forma simples de suas canções possibilitou sua assimilação pela indústria fonográfica, que criou-lhe uma imagem caricata e reproduziu suas músicas em massa, entre shows, premiações e programas de auditório, fazendo tábula rasa de seu conteúdo crítico. Belchior foi reduzido a um mero cantor romântico.

Em estética, o artista engajado politicamente deve escolher entre dois caminhos: o da forma artística de difícil assimilação – e remuneração! – para o público e para a indústria cultural; ou o da forma mais simples, de fácil assimilação do público e do show business. Ambas as opções estão fadadas ao silêncio político: uma não apela, a outra tem seu apelo anulado pela caricaturização. No fim, a indústria cultural impede que qualquer artista seja levado muito a sério, por seu ostracismo ou por sua redução a uma imagem vendável.

A especificidade de Belchior é a sua consciência perante esse processo todo. “Aluguei minha canção / pra pagar meu aluguel / e uma dona que me disse / que o dinheiro é um deus cruel / […] hoje eu não toco por música / hoje eu toco por dinheiro / na emoção democrática / de quem canta no chuveiro / faço arte pela arte / sem cansar minha beleza / assim quando eu vejo porcos / lanço logo as minhas pérolas” (TOCANDO POR MÚSICA, Melodrama, 1987).

Belchior demonstra uma compreensão total do processo de nivelamento – por baixo – da cultura por parte da indústria cultural, dificultando demasiado a ocorrência de composições com alto grau de complexidade – os artistas que se propõem a tal correm sempre o risco da miséria material e do esquecimento. Os próprios arranjos dos discos de Belchior são bem simples, com o teclado tendendo ao “engraçado”. Não é da mesma maneira em relação às letras, sempre de uma profundidade abissal e crítica ácida.

Belchior, antes de músico no sentido geral, é um compositor de canções. Cada autor encontra uma forma para se expressar: o ensaio filosófico, a pintura não-figurativa, a ópera, a canção. A canção foi a forma adequada que Belchior encontrou para transpassar seus pensamentos. É preciso ter em mente, ao pensarmos a obra de Belchior, um autor de vasta erudição, de poesia refinadíssima, conhecedor das línguas latinas e da literatura clássica, e um artista engajado politicamente de maneira radicalíssima. A partir da forma canção, Belchior oferece uma visão do Brasil e do mundo que pouquíssimos filósofos nascidos em nossas terras puderam vislumbrar. Como diz Nietzsche, o homem verdadeiramente de seu tempo sempre está à frente de seu tempo. É o caso de Belchior.

Uma das críticas mais ferrenhas do cancionista sobralino é contra a arte alegre, moda da época nos anos 1960-70. O filósofo Theodor Adorno, em sua Teoria Estética (1969) diz que a arte se utiliza de elementos da vida enquanto seus materiais; se a vida social é cindida pela divisão do trabalho, que separa o homem de sua produção e da natureza, e impede a felicidade enquanto reconhecimento recíproco entre sujeito e objeto, a arte que imita essa vida deve ser triste, como a própria vida. A arte alegre seria, então, ideológica, uma falsa verdade. A Bahia alegríssima de Caetano Veloso dos anos 1970 (a triste é de Gregório de Matos) não passa de logro, ilusão. “Veloso / o sol não é tao brilhante pra que vem / do norte / e vai viver na rua” (FOTOGRAFIA 3X4, Alucinação, 1976). Surpreendente o jogo de ambiguidade: “veloso” pode ser tanto um adjetivo do Sol, velando pelo migrante e suas dificuldades na metrópole, ou assumir outro sentido completamente oposto, identificado com o próprio Caetano enquanto imperativo moral – “Veloso (Caetano), veja!, para quem sofre, o sol não é tão brilhante quanto dizes”. Ou então esta outra: “Mas trago de cabeça uma canção do rádio / em que um antigo compositor baiano me dizia / tudo é divino / tudo é maravilhoso / […] mas sei que nada é divino / nada, nada é maravilhoso / nada, nada é sagrado / nada, nada é misterioso, não” (APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO, Alucinação, 1976).
Chamado de “antigo”, pois já havia deixado de ser vanguarda e caído no pop, encontramos mais uma crítica a Caetano e sua composição “Divino Maravilhoso” (1968), em parceria com Gilberto Gil e que foi imortalizada na voz de Gal Costa. Vale notar, sem dúvida, que a crítica de Belchior a Caetano provém de alguma admiração: em entrevista ao Pasquim em 1982, Belchior diz que Caetano Veloso é o melhor letrista da MPB, “o autor da modernidade musical no Brasil”. Todavia, é com enorme verve materialista que ele fortemente rebate a letra de Caetano – “nada é divino, maravilhoso, sagrado, misterioso!”

O materialismo é um dos fundamentos da música de Belchior. Seus grandes inimigos são os escapistas, os fugidios, aqueles que diante de crenças metafísicas falam de uma vida reconciliada, feliz. Musicalmente representada na Tropicália, essa ideia era disseminada pelos hippies, com a cabeça feita por alucinógenos e um mix de espiritualidade. A resposta do materialista é ácida [sic]. “Eu não estou interessado em nenhuma teoria / em nenhuma fantasia / nem no algo mais / nem em tinta pro meu rosto / oba oba, ou melodia / para acompanhar bocejos / sonhos matinais / eu não estou interessado em nenhuma teoria / nem nessas coisas do oriente / romances astrais / a minha alucinação é suportar o dia-a-dia / e meu delírio é a experiência / com coisas reais” (ALUCINAÇÃO, Alucinação, 1976). É como se Belchior dissesse que não é por estar num registro de experiência desconhecido que essa experiência é necessariamente divina; especular metafisicamente sobre isso não passa de teoria vazia. E que o importante não é o plano espiritual, mas este aqui, o da miséria e do sofrimento, a realidade empírica e social.

Aos 29 anos em 1976, quando do lançamento do álbum Alucinação, Belchior teve o tempo, a maturidade e o olhar aguçado para ver a dissolução do sonho pacifista de liberdade. Os libertários de outrora logo se tornaram os burgueses. “Já faz tempo / eu vi você na rua / cabelo ao vento / gente jovem reunida / na parede da memória / esta lembrança é o quadro que dói mais / minha dor é perceber / que apesar de termos feito / tudo, tudo o que fizemos / ainda somos os mesmos e vivemos / como os nossos pais / […] e hoje eu sei / que quem me deu a ideia / de uma nova consciência e juventude / está em casa guardado por Deus / contando seus metais” (COMO OS NOSSOS PAIS, Alucinação, 1976). É curioso notar que foi exatamente “Como os nossos pais”, na magnífica voz de Elis Regina, a canção que colocou Belchior de fato no mercado fonográfico.

O radicalismo político de Belchior tem seu principal fundamento na crítica do dinheiro em si e do trabalho alienado, uma crítica mais profunda do que a mera crítica do capitalismo. O dinheiro é tratado enquanto fetiche e abstração, mas também enquanto necessidade material e fonte da corrupção moral. “Tudo poderia ter mudado, sim / pelo trabalho que fizemos – tu e eu / mas o dinheiro é cruel / e um vento forte levou os amigos / para longe das conversas / dos cafés e dos abrigos / e nossa esperança de jovens / não aconteceu” (NÃO LEVE FLORES, Alucinação, 1976). E é o trabalho aquilo separa o homem da natureza, exterior e interior, desumanizando-o. “E no escritório em que eu trabalho e fico rico / quanto mais eu multiplico / diminui o meu amor” (PARALELAS, Coração Selvagem, 1977). Por isso, o aspecto político da obra de Belchior ultrapassa a defesa do socialismo centralista ou qualquer outro sistema que envolva a burocracia. O problema é um problema fundamental, primeiro, filosófico: a civilização. “Aqui sem sonhos maus, não há anhanguá / nem cruz nem dor / e o índio ia indo, inocente e nu / sem rei, sem lei, sem mais, ao som do sol / e do uirapuru” (NUM PAÍS FELIZ, Bahiuno, 1993). Profundo como um antropólogo anarquista, um Pierre Clastres da canção, a crítica mira o fundamento da coisa: a racionalidade ordenadora, dominadora, instrumental, como fora notado por Adorno e Horkheimer na Dialética do Esclarecimento (1946).

Belchior faz as denúncias fundamentais; sua arte é hegemonicamente negativa. Todavia, há um resquício de esperança nessa visão do Apocalipse, mesmo que a esperança fale sobre o que não deve ser. Nada absurdo para o cancionista sobralino, pois para ele a sociedade é ruim por excesso, não por falta. “Não quero regra nem nada / tudo tá como o diabo gosta, tá / já tenho este peso / que me fere as costas / e não vou, eu mesmo / atar minha mão / o que transforma o velho no novo / bendito fruto do povo será / e a única forma que pode ser norma / é nenhuma regra ter / é nunca fazer / nada que o mestre mandar / sempre desobedecer / nunca reverenciar.” (COMO O DIABO GOSTA, Alucinação, 1976). “Como o diabo gosta” deveria ter sido um hino da liberdade; passou despercebida, sem ninguém contestar a “Pra não dizer que não falei das flores” (Geraldo Vandré, 1968) o posto de canção de protesto.

Para Belchior, as palavras são um instrumento de luta política, do despertar da consciência contra a opressão e seus mecanismos ideológicos. “Se você vier me perguntar por onde andei / no tempo em que você sonhava / de olhos abertos, lhe direi / amigo, eu me desesperava / […] e eu quero é que esse canto torto feito faca / corte a carne de vocês” (A PALO SECO, Alucinação, 1976). Para tal intento, sua canção deve ter um quê de dissonância para com o sistema estabelecido, e em vez de cantar as “grandezas do Brasil”, tem de denunciar os horrores de uma sociedade civil falida. “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve / correta, branca, suave / muito limpa, muito leve / sons, palavras, são navalhas / e eu não posso cantar como convém / sem querer ferir ninguém / mas não se preocupe meu amigo / com os horrores que eu lhe digo / isso é somente uma canção / a vida realmente é diferente / quer dizer / a vida é muito pior” (APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO, Alucinação, 1976). Se a arte é a mímese da vida, toda arte, por mais verdadeira que seja enquanto parte, não dá conta do todo. A realidade é pior do que a tristeza que a arte transpassa, e pior do que o pesadelo em sonho. É essa realidade que importa mudar.

Um mecanismo utilizado nas letras e nas melodias de Belchior é o da aproximação perante o ouvinte. Cearense, migrante, que na cidade grande sofreu, tocou em puteiros, foi explorado para “fazer a vida”. “Pra quem não tem pra onde ir / a noite nunca tem fim / o meu canto tinha um dono e esse dono do meu canto / pra me explorar, me queria sempre bêbado de gim” (TER OU NÃO TER, Todos os sentidos, 1978). É assim, por meio de sua experiência de vida trash, que Belchior realiza o approche para com o ouvinte. Ritmo simples e letra aguda, essa foi a aposta do cancionista para a politização da massa. “A minha história é talvez / é talvez igual a tua / jovem que desceu do norte / que no sul viveu na rua / que ficou desnorteado / como é comum no seu tempo / que ficou desapontado / como é comum no seu tempo / que ficou apaixonado e violento como você / eu sou como você que me ouve agora” (FOTOGRAFIA 3X4, Alucinação, 1976). Ao dizer “eu sou como você”, Belchior almeja arrebatar o outro como identidade, e trazer à tona a revolta contra a opressão; seu público – alvo, escolhido a dedo, não é o intelectual burguês letrado, mas o pobre que vai ao boteco depois da jornada de trabalho; ele o reconhece como indivíduo ativo a ser despertado: o sujeito revolucionário. Mas é claro que a indústria cultural fez de tudo para anular esse conteúdo: em plena ditadura militar, transformaram Belchior numa personagem caricata, num astro romântico, o galã de “Todo sujo de batom” (Coração Selvagem, 1977).

Belchior sabe, desde muito tempo, que “Eles venceram / e o sinal está fechado pra nós / que somos jovens” (COMO OS NOSSOS PAIS, Alucinação, 1976). Mesmo assim, não foi em vão seu esforço: além de todas as canções citadas até agora, ainda há muitas outras de conteúdo crítico ferrenho, como por exemplo “Pequeno perfil de um cidadão comum” (Era uma vez um homem e seu tempo, 1979), uma epopeia sem o elemento épico, que fala de como é vã a vida do sujeito raso, de gosto pouco refinado, cuja finalidade é voltada ao trabalho; “Arte Final” (Bahiuno, 1993), grande canção sobre tudo aquilo que deveria ter acontecido e não aconteceu; ou “Meu cordial brasileiro” (Bahiuno, 1993), que identifica a tese do “homem cordial” de Sérgio Buarque de Hollanda (Raízes do Brasil, 1936), o elemento diferenciador do brasileiro, com o aspecto consentido do nosso povo perante a política e o trabalho. Belchior teve sua poesia impregnada pela frustração de não ter podido colocar em prática o projeto por um mundo melhor, e sua música é mais verdadeira e mais revolucionária por isso: não promete a felicidade, mas escancara a impossibilidade dela no estado de coisas vigente.

No fim, em meio a essa cena sombria, nos tempos dele e no nosso tempo de agora, ainda há alguma esperança. Para Belchior, mais importante do que a filosofia ou a arte é a vida. “Primeiro o meu viver / segundo este vil cantar de amigo” (AMOR DE PERDIÇÃO, Elogio da Loucura, 1988). Sua filosofia é oposta à de Caetano: se para o compositor baiano, quem “mora na filosofia” está separado dos sentimentos humanos, a filosofia de Belchior provém da experiência; é pensamento vivo. “Deixando a profundidade de lado / eu quero é ficar colado à pele dela noite e dia / fazendo tudo de novo / e dizendo sim à paixão / morando na filosofia” (DIVINA COMÉDIA HUMANA, Todos os sentidos, 1978).

Marcado no cancioneiro latino-americano como uma de suas grandes vozes, Belchior foi um mestre da poesia. Foi assimilado pela indústria cultural, de fato, como Mercedes Sosa ou Che Guevara. Ele se jogou na contradição da música popular, assim como qualquer um se joga nas contradições da lógica do trabalho. Assimilado, mas não rendido. “Marginal bem sucedido e amante da anarquia / eu não sou renegado sem causa” (LAMENTO DE UM MARGINAL BEM SUCEDIDO, Bahiuno, 1993). Não é por ter sido reproduzido e veiculado pela indústria cultural que Belchior perdeu totalmente a sua virulência: ela se mantém viva em ouvintes atentos que, como nós, encontram nele uma manifestação da consciência de seu tempo, e mais: a esperança de um mundo melhor, inteiramente outro. Por agora, o importante é viver. “Bebi, conversei com os amigos ao redor de minha mesa / e não deixei meu cigarro se apagar pela tristeza / sempre é dia de ironia no meu coração” (NÃO LEVE FLORES, Alucinação, 1976). Belchior, como Nietzsche, diz sim à vida, apesar de tudo, e talvez por isso tenha caído fora dessa loucura midiática que é a vida de um artista famoso sempre sob os holofotes.

Em relação às dúvidas acerca de seu paradeiro, que me perdoem os escandalizados, mas a letra já estava dada há muito tempo. “Saia do meu caminho / eu prefiro andar sozinho / deixem que eu decido a minha vida” (COMENTÁRIO A RESPEITO DE JOHN, Era uma vez um homem e seu tempo, 1979).

- no site Pragmatismo Político

Moro a um passo da encenação final contra Lula




Ao acolher a denúncia "sem nenhuma prova, mas cheia de convicções" dos procuradores contra o ex-presidente Lula, o justiceiro Sérgio Moro fica a um passo da encenação final planejada para a Lava Jato: ou [1] a prisão do Lula; ou, no mínimo, [2] o seu enquadramento criminal, para impedi-lo de disputar e vencer a eleição de 2018.

O discurso cínico da corrupção sempre foi instrumentalizado pelas oligarquias golpistas para desestabilizar e derrubar governos nacionalistas, desenvolvimentistas e democrático-populares – fizeram com Getúlio, Juscelino e Jango no século passado, e com Lula e Dilma na atualidade.

Para o pensador italiano Norberto Bobbio, os fascistas não combatem de verdade a corrupção, apenas usam-na como pretexto para tomar o poder: "O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933 e no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta, agride como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso, um sociopata que persegue carreira política. No poder, não hesita em torturar, estuprar, roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos".

Em termos formais, a Lava Jato começou oficialmente em 17 de março de 2014, dia em que ocorreu a primeira fase pública com a prisão de doleiros envolvidos na lavagem do dinheiro proveniente da corrupção na Petrobrás.

Na prática, porém, a Lava Jato começou antes; foi idealizada com razoável anterioridade e planejada com inteligência e apuro estratégico. A Operação foi concebida como um instrumento político-ideológico para interromper o ciclo de governos do PT que a oposição liderada pelo PSDB não conseguiu em três eleições consecutivas.

As ainda hoje enigmáticas "jornadas de junho" de 2013 condensaram as condições para o nascimento da Lava Jato, que foi pacientemente gestada em laboratórios conspirativos no Brasil e no exterior. São notórios os seminários de formação brindados pelo FBI e outras agências norte-americanas a policiais, procuradores e juízes. Sérgio Moro, por exemplo, participa anualmente de eventos nos EUA – o irônico é não encontrar tempo para prestar esclarecimentos aos deputados federais na audiência da Câmara dos Deputados sobre o Projeto de Lei contra a corrupção, em 4/8/2016.

As mobilizações que começaram em março de 2013 com agendas de mobilidade urbana e do direito democrático à cidade, foram inteligentemente capturadas pelo conservadorismo que encorajou a classe média racista, homofóbica e escravocrata a ocupar as ruas desfraldando as bandeiras contra a corrupção, o sistema político, os partidos políticos e defendendo, de maneira instigante, a rejeição da até então desconhecida PEC 37 – que acabou rejeitada com o voto de 430 deputados amedrontados com a pressão da mídia e as "vozes das ruas".

A proposta de emenda constitucional 37 pretendia retirar o poder do MP de investigar crimes, deixando tal atribuição exclusivamente para a Polícia Federal e para as polícias civis dos Estados. A investigação de Lula pelos procuradores do MP – feita com abusos, seletividade e atropelos – elucida os interesses ocultos naquela grande mobilização para derrubar a PEC 37.

Na dinâmica de 2013 foram inoculados os germens do regime jurídico de exceção que se vive hoje no Brasil. Ali nasceram "movimentos de rua" e ONGs mercenárias financiadas pelos partidos de oposição, por grupos e entidades empresariais e por órgãos estrangeiros – as organizações mais notórias são o Movimento Brasil Livre e o Vem pra Rua.

A Globo, Folha, Estadão e o conjunto da mídia canalizaram o clima de mal-estar que era difuso em relação à política e ao sistema, exclusivamente na direção do governo Dilma, que sofreu uma queda vertiginosa de popularidade em poucas semanas, que nunca foi recuperada.

O discurso da corrupção foi o cimento que deu liga oposicionista às múltiplas tensões abertas no período: a crise econômica internacional, a queda do preço das commodities, o aumento da tarifa de energia elétrica e a desaceleração econômica.

Dali em diante a história é bem conhecida: a Lava Jato carimbou a corrupção na Petrobrás com o selo de "Petrolão do PT", ainda que o esquema tenha sido aperfeiçoado nos governos FHC; ainda que somente 3 dentre mais de 60 condenados sejam do PT; ainda que 34 deputados do PP sejam investigados; ainda que a cúpula inteira do PMDB – Temer, Cunha, Jucá, Renan, Sarney – tenham sido citados em delações e gravações escandalosas; ainda que Aécio, Serra e parlamentares do PSDB sejam multi-citados em delações; ainda que o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra tenha recebido R$ 10 milhões de propinas etc etc.

A Lava Jato não quer passar o Brasil a limpo; não pretende combater de verdade a corrupção. O objetivo da Operação é arrasar a imagem do Lula e do PT. Previmos no artigo Com ataque a Lula, Lava Jato pode incendiar o país, que Moro agiria como agiu, em que pese a unanimidade jurídica e política que condenou a denúncia espalhafatosa dos procuradores.

Apesar das dissimulações no despacho em que acolheu a denúncia, Moro dará o passo seguinte, que será pela condenação do Lula. Mesmo com a absoluta ausência de provas, ele desde o início tem uma convicção arraigada de que Lula é culpado, independentemente da inexistência de crime para a condenação. É só um jogo de cartas marcadas.

É crescente a revolta e a indignação com os abusos da força-tarefa da Lava Jato contra Lula. Os justiceiros estão assumindo objetivamente o risco do conflito social que a perseguição e a injustiça a Lula podem ocasionar.

- no site Brasil 247

Gastando dinheiro do povo para ser defendido

O cinismo do MBL (Movimento Brasil Livre) só não é maior porque não pode. Cínicos, pois defendiam "fora corrupção" e se aliam ao que há de mais corrupto na política brasileira da atualidade. E o pior, vamos pagar com nosso dinheiro, esse povo defender um governo sem legitimidade.






Leia e vomite como o Rafael Greca(só que por motivos diferentes):

Chegou ao Palácio do Planalto mais uma conta do impeachment. Quem passa a fatura agora é o Movimento Brasil Livre (MBL), de Kim Kataguiri, que negocia com emissários de Michel Temer uma espécie de contrato para defender a pauta do governo nas redes sociais. As tratativas foram objeto de nota na coluna da jornalista Mônica Bérgamo, na Folha, neste sábado.

A informação dá conta de que o MBL, fundamental na organização das manifestações que deram sustentação popular ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), vai tentar tornar palatável pelo menos duas pautas espinhosas para o governo: a reforma da Previdência e a flexibilização das Leis do Trabalho.

O trabalho, claro, não deverá sair de graça.

A primeira reunião do MBL com o governo aconteceu na quinta (22) entre um dos líderes do movimento, Renan Santos, e Moreira Franco, secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo. Franco mas ocupa espaço cada vez maior na área da comunicação de Michel Temer, substituindo Eliseu Padilha, da Casa Civil.

Um novo encontro está marcado pode ocorrer na próxima semana, desta vez com as agências de publicidade que detêm a conta do governo.

A coluna cita um integrante do governo dizendo que a ideia é aproveitar a expertise de mobilização, a sensibilidade e o fato de o MBL estar sentindo o pulso das ruas para que eles ajudem a formular uma política de comunicação das propostas, especialmente nas redes sociais.

Renan Santos diz não saber ainda se haverá encontro com o governo na próxima semana, mas afirma que não acha "má ideia" o MBL ajudar a administração federal, "se for no sentido de apoiar as reformas e desde que elas não sejam abrandadas pela pressão de alguns grupos".

O verdadeiro Brasil que detesta pobres e muita gente concorda

A jornalista Tereza Cruvinel acerta neste artigo quando analisa frase dita por um político elitista de Curitiba que quase vomitou quando pegou em pobre. Sinal de um tempo em que dizer ter horror a pobre deixou de ser politicamente incorreto Para quê pobre?


(Rafael Greca: horror a pobre e vontade de vomitar)

Vamos ao texto:


O cheiro dos pobres e o sinal dos tempos

Quando disse que quase vomitou com o cheiro de um pobre que tentou ajudar colocando-o em seu carro, o candidato a prefeito de Curitiba pelo PMN, Rafael Greca, apenas disse em voz alta o que muitos sentem, mas não dizem neste Brasil esquisito que está surgindo.

- Eu nunca cuidei dos pobres. Eu não sou São Francisco de Assis. Até porque a primeira vez que eu tentei carregar um pobre no meu carro eu vomitei por causa do cheiro – disse Greca num debate. Depois, alegou que a frase foi descontextualizada.

De fato, como disse em artigo sobre esta confissão insólita o jornalista José Carlos de Assis, nunca pensamos que Justo Veríssimo, o personagem politicamente incorreto de Chico Anísio, iria nos aparecer um dia na pelo de um candidato real. “Detesto pobre. Pobre tem que morrer”, dizia Justo Veríssimo lá pelos anos 80. Ele era a síntese do politicamente incorreto porque o Brasil era outro. Havia saído da ditadura e tentava ser um país melhor. Uma nova Constituição lançara as bases de um Estado de bem-estar social. Longe de fortalecer preconceitos, pelo contrário, os absurdos ditos por Justo Veríssimo fortaleciam a rejeição ao elitismo e estimulavam o sentimento construtivo da fraternidade.

Uma parte dos brasileiros começou a externar sua ojeriza aos pobres justamente quando um presidente, agora também perseguido, implantou as mais aguerridas políticas de combate à pobreza que o pais já teve. E aí começaram as lamúrias da classe média conservadora contra os pobres. Ganhavam Bolsa Família e não queriam mais trabalhar. Ascendiam socialmente e entupiam os aeroportos, entrando esmolambados e de chinelas nos aviões, sentando-se na poltrona errada. Com o Pro-Uni, deram para ingressar em faculdades privadas. Com as cotas, os pobres e negros, pois uma coisa anda junto com a outra, passaram a disputar com favorecimento vagas nos concursos e nos vestibulares. Deram para frequentar os shoppings, e com esta invasão de produtos chineses, para desfilar com falsas bolsas da Chanel e da Louis Vitton. Com a isenção do IPI, compraram seus carrinhos e contribuíram para infernizar o trânsito. Ah, estes pobres metidos a besta. E estas domésticos, exigindo jornada de oito horas e FGTS regulamentados pela Dilma...

O que Greca verbalizou foi este sentimento coletivo difuso contra os pobres, que deixou de ser politicamente incorreto.

Agora, tudo está voltando ao normal, devem dizer aliviados para seus próprios botões. O desemprego colocou muitos pobres em seu devido lugar. A recessão levou de volta para as casas das famílias muitas domésticas que haviam conseguido emprego no comércio, na indústria e na construção civil. Estes programas sociais, mais dia, menos da, vão ser restringidos na era da austeridade fiscal.

O que Greca disse – que preferiu transferir para a Igreja Católica a gestão de um abrigo social – está sendo dito com eufemismos pelos novos donos do poder político: O Estado tem que ser mínimo e deixar que estes problemas sejam resolvidos pelo mercado. No máximo, pelas Igrejas, as Ongs e outras organizações que gostam de pobres e não vomitam ao sentir o cheiro deles.

Pesquisa O POVO/Datafolha: RC tem 34%; Wagner, 28% e Luizianne, 15%




A uma semana das eleições municipais, a terceira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha para a Prefeitura de Fortaleza mostra que o prefeito Roberto Cláudio (PDT) oscilou positivamente dois pontos nas intenções de voto, passando de 32% para 34% desde o levantamento realizado dias 8 e 9 de setembro. Já o deputado Capitão Wagner (PR) cresceu quatro pontos na disputa, passando de 24% para 28%, e ampliou vantagem sobre Luizianne Lins (PT).

A petista, por outro lado, oscilou um ponto negativamente, indo de 16% para 15%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, Roberto Cláudio e Wagner estão no limite de um empate técnico. O Datafolha, no entanto, considera que estatisticamente o mais provável é que o prefeito esteja a frente da disputa.

Os demais candidatos oscilaram dentro da margem de erro. Heitor Férrer (PSB) passou de 8% para 6%; Ronaldo Martins (PRB) se manteve em 3%; João Alfredo (Psol) foi de 2% para 1%. Gonzaga (PSTU) e Tin Gomes (PHS) não pontuaram, enquanto brancos e nulos foram de 8% para 6%, e indecisos passaram de 8% para 6%.

A pesquisa entrevistou 864 eleitores de diversos bairros, entre 22 e 23 de setembro, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-CE) com o número CE-02799/2016. O levantamento ocorre após passagem do ex-presidente Lula (PT) pela capital, na última quarta-feira, assim como o acirramento do debate em torno do armamento da Guarda Municipal.

Segmentos

A principal mudança geral ocorreu entre os eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos. Entre eles, Capitão Wagner cresceu 11 pontos, passando de 29% para 40%. Já Roberto Cláudio caiu seis pontos no segmento, indo de 32% para 26%, e Luizianne caiu 4 pontos, de 20% para 16%. Heitor permaneceu nos 5%.

Se cresceu entre mais jovens, Wagner teve perda acentuada entre os mais ricos.

Entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, o deputado perdeu 10 pontos percentuais, indo de 24% para 14%. O maior crescimento no segmento foi de Heitor Férrer, que ganhou 9 pontos e foi de 10% para 19%. Roberto Cláudio foi de 34% para 36%, e Luizianne de 18% para 15%.

Na divisão por escolaridade, tanto RC quanto Wagner melhoraram seu desempenho entre eleitores com o ensino médio completo. Enquanto o prefeito cresceu cinco pontos, passando de 30% para 35%, o deputado estadual cresceu seis, indo de 27% para 33% no segmento. Já Luizianne perdeu 2 pontos percentuais, de 16% para 14%, e Heitor perdeu três, de 8% para 5%.

Espontânea e rejeição
Na pesquisa espontânea, aquela em que os entrevistadores não apresentam a relação dos candidatos, o percentual de indecisos caiu de 30% para 23%. Nessa modalidade, que registra votos mais consolidados, apenas Capitão Wagner cresceu acima da margem de erro, indo de 15% para 23%. Respostas que citaram candidatos que não estão a disputa cresceram de 1% para 6%.

Na pesquisa de rejeição, em que os entrevistados dizem em quem não votariam de jeito nenhum, todos os oito candidatos oscilaram dentro da margem de erro.

Maior mudança foi de Roberto Cláudio, que caiu de 23% para 20% das citações.

Pedro Lobo realiza debate com a juventude





Com a participação especial do Padre Monteiro. o candidato a vereador Pedro Lobo realiza neste sábado, 24, às 9 horas, no salão paroquial da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, entre o Bairro Seminário e Conjunto Novo Crato, importante debate com a juventude cratense.

O tema será "O poder da escolha", será apresentado pelo Padre Monteiro.

Pedro Lobo espera com esse debate dar uma contribuição para que o jovem faça uma escolha consciente e saiba utilizar o poder que essa escolha tem. Se eleito for, no próximo dia 02 de outubro, Pedro Lobo pretende fazer um mandato, discutindo propostas e ações, também o segmento jovem.

Hildo Júnior visita comunidades e quer mais políticas públicas no campo e na cidade



O candidato a vereador pelo PT de Crato, Hildo Júnior vem intensificando sua campanha nas comunidades rurais e nos bairros da periferia do Crato.

Nessas caminhadas Hildo conversa co mas pessoas e apresenta suas propostas.

Para a zona rural Hildo defende que o poder público municipal deve te rum planejamento e agir de forma coordenada.

"É preciso investir mais na agricultura familiar, instalar água e luz para os trabalhadores da zona rural " avalia Hildo, lembrando que caso seja eleito vereador nas sua atuação irá propôr políticas públicas para o homem do campo, e na cidade, defende a geração de emprego e renda.

Zé Ailton ganha novos apoios em Crato



O candidato a prefeito do Crato Zé Aílton Brasil (PP) conseguiu duas importantes adesões à sua campanha. Levados por seu primo Júnior Brasil, o empresário Saraiva (Saraiva Vale Veículos) e o corretor Zé Maria Vilar passaram a integrar a equipe de apoio à chapa Zé Aílton Brasil/André Barreto. As adesões ocorreram nesta quinta-­feira (22).

- no blog do Flávio Pinto

Arnon recebendo apoio de candidatos a vereador do PSDC e PT do B





Nessa reta final da campanha o candidato Arnon Bezerra (PTB) colecionando mais um ponto.

Hoje, candidatos a vereador do PSDC e PT do B fecharam com a campanha de Arnon.

O deputado estadual Ely Aguiar, presidente estadual da sigla também apoia Arnon em Juazeiro. A oficialização do apoio de deu na noite de ontem durante evento da campanha de Arnon.

Arnon apresenta propostas para mudar Juazeiro do Norte



O candidato Arnon Bezerra foi o entrevistado desta sexta-­feira (23) na série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Juazeiro do Norte, que Rádio Tempo FM realiza esta semana. Na entrevista, Arnon reafirmou o que já vinha sendo divulgado por sua assessoria sobre apoio do prefeito Raimundo Macedo. "Meu governo será de mudança. Como médico fiz um diagnóstico do atual governo e planejei o futuro. Não adianta olhar para trás. Quero o povo junto de mim para transformar essa cidade ", disse.

O candidato foi questionado sobre temas importantes de seus seis mandatos como parlamentar, principalmente sobre a destinação de verbas oriunda do Governo Federal por meio da bancada cearense na Câmara dos Deputados. Arno enumerou vários repasses assegurado para o município, tais como: R$ 23 milhões para a ampliação do Aeroporto Regional do Cariri, cuja parcela do montante liberado foi também do gabinete do senador José Pimentel; R$ 28 milhões para reforma do Romeirão, mas que infelizmente o governo Santana Neto perdeu por não atender as exigências no prazo devido. "Como parlamentar fui entre 2012 e 2013, o deputado federal que mais destinou verba para o Ceará. Veio verba para Juazeiro, Fortaleza e outras cidades. Infelizmente, o município estava com certidões vencidas e não pode utilizar", explicou.

Sobre sua gestão, Arnon disse que não vai perseguir ninguém, pois a fiscalização compete ao Ministério Público, e os tribunas de contas da União, do Estado e dos Municípios. "Se depender de mim vou facilitar de forma transparente toda e qualquer fiscalização, mas não vai partir de mim
qualquer auditoria com essa finalidade. A auditoria que pretende fazer é de prache, ou seja, conhecer a realidade financeira e administrativa da cidade", finalizou.

- No blog do Flávio Pinto

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Zé Ailton na pesquisa espontânea vence Samuel

No facebook de Nestor Moreira:



ZÉ AILTON COM CHANCES REAIS DE SER O FUTURO PREFEITO DO CRATO

Pesquisa realizada pelo IBOPE nesta semana no município do Crato aponta os candidatos Samuel Araripe e Zé Ailton tecnicamente empatados. Ambos obtiveram 41% das intenções de votos. Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), Zé Ailton tem 36% e Samuel 33%. Algumas pessoas, experts no assunto, acham que o Zé Ailton está bem à frente. Não entro nesta seara porque na minha concepção esses questionamentos são fulcrados no achismo. Portanto, não há nada de científico que respalde tal entendimento. Contudo, não se pode esquecer que o comício do Lula realizado antes de ontem no centro do Crato deu um impulso fantástico à candidatura do Zé Ailton. Foi o divisor d’água. O fato não repercutiu na pesquisa porque ela já estava concluída quando o comício aconteceu. Mas, há outros fatores que contribuem para a vitória do Zé Ailton como, por exemplo, a rejeição do candidato Samuel, girando em torno de 33%. Se não bastasse tudo isso, a candidatura do candidato Zé Ailton vem recebendo o apoio irrestrito do governador Camilo Santana e de outras lideranças políticas de destaque neste estado. Desse modo, não há como negar, desenha-se um cenário totalmente favorável ao candidato Zé Ailton.

Ibope: Zé Ailton e Samuel no empate técnico na disputa pela prefeitura do Crato




O Ibope divulgou, nesta sexta-feira (23), a pesquisa de intenção de votos encomendada pela TV Verdes Mares e TV Diário para a Prefeitura do Crato.

Com margem de erro de 4 pontos percentuais, os candidatos Samuel Araripe (PSDB) e Zé Ailton (PP) estão empatados com 41% das intenções de votos.

Logo em seguida aparece Cacá Araújo (PC do B) com 4% dos votos. Brancos e nulos marcam 9% e não sabe ou não respondeu, 5%.

A pesquisa foi realizada entre 19 e 22 de setembro, e foram entrevistados 504 eleitores. O nível de confiança é de 95%.

Cai empregos na construção civil pela 22ª vez consecutiva




A construção civil no país cortou 31,1 mil postos de trabalho em julho, o que significa queda de 1,13% no nível de emprego em relação a junho. As maiores quedas ocorreram no Nordeste (-1,55%), seguido pela Região Sudeste (-1,42%). Apenas o Centro-Oeste apresentou alta (0,13%).

Essa foi a 22ª baixa consecutiva no saldo entre contratações e demissões no setor que tem atualmente 2,73 milhões de trabalhadores. No acumulado de janeiro a julho, foram fechadas 170,3 mil vagas. Em 12 meses, o número de empregos suprimidos soma 468,8 mil.

Os dados foram divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) que faz o levantamento em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), sobre a base de informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).

- No Diário do Nordeste

Maria da Penha: "não mexam na lei"



Em meio a projetos que tramitam no Congresso Nacional propondo alterações na lei que combate a violência doméstica, a mulher símbolo da legislação pede que não ocorram mudanças no texto. Maria da Penha acredita que mecanismos de assistência previstos na legislação ainda precisam ser implementados efetivamente na maioria das cidades brasileiras.

Segundo ela, apenas parte dos municípios conseguiram colocar em funcionamento serviços de assistência a vítimas de violência e, assim, não conseguem notar a eficácia da lei.

Durante o 10.º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública onde foi palestrante, Maria da Penha demonstrou receio em eventuais contestações jurídicas que as mudanças podem causar. "A gente tem conhecimento de que estão tentando mexer, até para dar poder ao policial para decidir pela medida protetiva, o que pode ser alvo de contestação pela sua constitucionalidade", disse. "Não é do nosso interesse que se altere a lei, que não funciona corretamente por falta de compromisso de gestores públicos. Vamos primeiro criar as condições."

O projeto 7/2016, de autoria do deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) prevê que a prerrogativa de concessão de medidas protetivas hoje reservada a juízes seja ampliada também a delegados. O PL ainda está sob análise da Câmara.

A lei contra a violência doméstica completou dez anos de vigência em agosto, após ter sido elaborada e discutida com a participação de movimentos sociais em 2006. Na Câmara e no Senado, estão atualmente em discussão ao menos 89 projetos de lei que visam a principalmente endurecer penas a homens autores de agressão. Movimentos demonstraram preocupação diante da possibilidade de mudança, sem que haja um debate amplo em torno do tema.

Os serviços de abrigo e assistência estão presentes prioritariamente nas capitais e grandes cidades, aponta Maria da Penha, que cobra ação
política sobre o assunto. "Precisa fazer com que os prefeitos se comprometam a criar as condições para as mulheres dos seus municípios
ter onde denunciar, se orientar e ser abrigar", disse.

- No Diário do Nordeste

Nestas eleições não venda seu voto. Mas, se vender não entregue a mercadoria





Todo ano eleitoral, instituições como a OAB e a CNBB fazem campanhas para que o eleitor valorize seu voto, votando em seus candidatos de forma consciente, sem vender o voto, sem trocar por favor, emprego ou qualquer benefício.

Infelizmente, uma parte considerável da população vê a eleição como uma espécie de balcão de negócios e aí a compra de votos acontece.

A população, parte dela necessitando de alguma coisa, acaba sendo vítima de políticos e até empresários gananciosos que terminam por transformar o voto numa mercadoria. Ao pagar, o político ou a pessoa que lhe deu o dinheiro ou o que seja lá o que for, já pagou o voto, portanto, vai fazer na prefeitura ou na Câmara municipal aquilo que achar que deve.

Quando o político é eleito comprando voto, ele praticamente comprou a eleição e a consciência do eleitor, portanto, o único compromisso desse político é com ele próprio e com quem o patrocinou, ou seja, com quem "arranjou" o dinheiro para a farra da compra de votos.

A compra de voto é quase uma instituição e é preciso combater.

Agora a pergunta que não quer calar: o político vigia o voto de quem comprou? Claro que não. Não há como. O que há é que ao comprar seu voto o político se considera dono dele e passa a pressionar pelo voto. Para garantir que no dia o que venceu entregue a mercadoria, ou seja, vote naquele político corruptor de votos.

Um fato que acontece é com as pessoas desavisadas, e nesse Brasil temos muitas. Aquelas que acham que o político compra o voto, anota seu título de eleitor e depois vai conferir se você votou. Tem gente que até hoje acredita nisso. Isso não pode acontecer pois no sistema de urna eletrônica não há registro de quem o eleitor votou. O registro é apenas que o eleitor compareceu nas urnas, não dá para saber em quem o eleitor votou, ou se votou branco ou se anulou o voto.

O certo é não vender o seu voto, mas se vender, não entregue a mercadoria, não vote em candidato que lhe oferece dinheiro ou vantagens.

Não vote em candidato que lhe oferece dentadura, tijolo, gás butano, picolé, dinheiro, emprego na prefeitura ou em qualquer outro lugar.

Não vote em candidato que lhe oferece favores, pois esse favor vai sair muito caro.

Se a sociedade vende ro voto nestas eleições municipais, em seguida, teremos gestores e vereadores sem compromisso com a sociedade, já que "pagaram" pelo voto.

O voto vendido se transforma em falta de medicamentos e médicos nos postos de saúde. se transforma em uma educação com professores mal remunerados e de péssima qualidade. Se transforma em lixões, ruas esburacadas, falta de luz, água, meio ambiente deficitário, falta de obras públicas importantes para a cidade.

Só para a gente ter ideia de como é a compra de voto, em pesquisas se chegou a conclusão que a ampla maioria das pessoas numa eleição é procurada por um político para vender seu voto. Imagine as propostas indecentes que as pessoas recebem.

O político que compra voto, não tem como lhe fiscalizar.

Repito: não venda o voto, mas se vender não entregue a mercadoria.

Não ajuda a eleger políticos que só se comprometem consigo mesmos e com seus patrocinadores.





Ceará com mais de 23 mil casos de Chikungunya

O Ceará contabiliza 23,2 mil casos positivos para Febre Chikungunya este ano. Do total, 1.089 foram confirmados em uma semana, apontam dados mais recentes do boletim de doenças de notificação compulsória, da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa).

Ainda de acordo com a Sesa, sete pessoas morreram devido à doença no Estado: cinco em Fortaleza, uma em Quixadá e outra em Crateús, sendo dois (28,6%) do sexo masculino e cinco (71,4%) feminino com idades entre 12 e 89 anos. Permanecem 41 (73,2%) óbitos em investigação dos municípios de Quixadá (18), Fortaleza (9), Caucaia (2), Tamboril (2) e um em Forquilha; Graça; Ipu; Jaguaruana; Juazeiro do Norte; Mulungu; Pentecoste; Varjota e São Gonçalo do Amarante.

Ainda, segundo a Sesa, a taxa de incidência dos casos suspeitos da Chikungunya para o Ceará é de 452 casos por 100 mil habitantes. Foram notificados 908 (2,3%) casos em gestantes, destes 389 (42,8%) foram confirmados. A maioria dos casos confirmados ocorreu em adultos, na faixa etária de 30 a 39 anos, sendo em idades compreendidas entre 0 e 101 anos (mediana 40 anos e moda 27 anos). Confirmaram-se casos em 189 (0,8%) crianças com menos de um ano de vida. O sexo feminino foi predominante na maioria das faixas etárias, à exceção dos casos com idades entre 5 e 14 anos.

- no Diário do Nordeste

Zagueiro Brito brilhou na Copa de 1970




Para alguns, Hércules Brito Ruas, o Brito, destoava no time de estrelas da seleção brasileira vencedor na Copa do Mundo de 70, no México. Mas Brito era um zagueiro que não brincava em serviço, jogava sempre sério e compensava a limitação técnico com muita garra.

"Muita gente falava do Brito, da zaga improvisava, do Félix no gol. Mas ninguém se lembra das partidas da Copa de 70. O pessoal lá trás era importante para o Pelé, Tostão, Rivelino, Jairzinho e Gérson desequilibrarem na frente", comenta o ex-goleiro Félix.

Nascido no dia 9 de agosto de 1939, no Rio de Janeiro (RJ), Brito, que está aposentado, mora na Ilha do Governador, de onde nunca saiu. Além de ter formado a zaga campeã de 70, ao lado do cruzeirense Piazza (que era volante), na seleção brasileira, Brito atuou nos seguintes times: Internacional de Porto Alegre (1958), Vasco da Gama (de 1959 a 1969), Flamengo (de 1969 a 1970), Cruzeiro (1970, emprestado pelo Flamengo), Botafogo (de 1971 a 1973), Corinthians (1974).

Irmão do ex-lateral-esquerdo Décio Brito Ruas, do Santos e do Madureira (falecido nos Estados Unidos em 25 de novembro de 2006), teve em Fontana o seu "irmão de zaga".

Defendeu o Corinthians em 29 jogos (12 vitórias, 7 empates, 10 derrotas), não marcou nenhum gol a favor e ainda fez um gol contra.

Com a camisa do Vasco, clube que defendeu por mais tempo, Brito foi campeão do Torneio Rio-São Paulo de 1966. Pelo Corinthians, em 74, o zagueiro por pouco não entra para a lista de heróis do clube, à época na fila desde 1954. Brito fez parte da equipe vice-campeã paulista. O vencedor naquele ano foi o Palmeiras, que com gol do atacante Ronaldo derrotou o time do Parque São Jorge por 1 a 0, no Morumbi.

Pelo Cruzeiro, protagonizou um episódio bastante relatado à época: Jogando pelo Cruzeiro, em 1970, contra o Flamengo, de onde saíra por ter se desentendido com o técnico Yustrich, quando deixou o gramado do Mineirão, Brito passou pelo túnel rubro-negro, tirou sua camisa e jogou na cara de Yustrich.

O querido Brito também defendeu o Atlético Paranaense em 1975, é pai de um filho e três netos e trabalha com outros ex-jogadores (Pinheiro e Roberto Miranda) no funcionalismo público estadual do Rio de Janeiro, em um projeto que visa a comercialização de remédios a preços mais baratos para população de baixa renda.

Centrais podem convocar greve geral para o dia 28



por Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual, 22/09/2016 20:31

São Paulo – Em coro pelo ‘Fora, Temer’, milhares de trabalhadores de diversas categorias e dezenas de sindicatos e centrais sindicais, além de movimentos sociais apoiados pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, saíram em marcha pela ruas do centro de São Paulo, no final da tarde de hoje (22), para protestar contra as medidas de arrocho defendidas pelo governo Michel Temer.

Os organizadores estimam que cerca de 50 mil pessoas participaram da manifestação. Para o próximo dia 5, as entidades prometem grande marcha em Brasília contra a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela investimentos do governo por 20 anos.

A mobilização dos trabalhadores em todo o país nesta quinta-feira foi contra a PEC 241, a reforma da Previdência, a terceirização, privatização do pré-sal, congelamento dos investimentos por 20 anos e a reforma do ensino médio (por meio da Medida Provisória 84, anunciada hoje, que altera a Lei 9.394, de 1996).

“Inúmeras categorias fizeram assembleias em frente às fábricas, vieram para a capital. Tivemos hoje um termômetro muito claro que os trabalhadores já se atentam para os riscos que todos nós corremos com as propostas de retirada de direitos da classe trabalhadora. Foi um esquenta para a greve geral. São etapas que a gente vai somando, agregando forças com os trabalhadores, para poder garantir que tenhamos um dia de paralisação”, disse o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo.

“Foi apenas o início da mobilização para organizar a greve geral contra esse governo golpista”, afirmou Douglas. A paralisação está indicada para 28 de outubro, mas a data ainda será avaliada. “A expectativa do governo golpista é aprovar a PEC 241 em outubro. Ao longo do mês, continuaremos em brasília para fazer o enfrentamento no Congresso. Nos estados, também estaremos pressionando os deputados para que votem contra a emenda, que vai ser um retrocesso para a saúde e educação”, disse Douglas.

Lideranças

“Desde a manhã de hoje, no Brasil inteiro, a classe trabalhadora parou a produção num espetáculo de mobilização contra a reforma trabalhista e a reforma da Previdência”, destacou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. Para ele, as reformas propostas pelo governo Temer para o mundo do trabalho fazem o Brasil retroceder para os tempos anteriores a Getúlio Vargas (1930-45/1951-54), criando um tipo de empresa sem trabalhadores, apenas com terceirizados.

“Querem privatizar o pré-sal, que é o nosso passaporte para melhorar a educação e a saúde. Não há um único trabalhador hoje que não tenha motivo para sair às ruas”, ressalto Nobre. Ele também manifestou solidariedade ao ex-ministro Guido Mantega que, na sua opinião, foi vítima da ação arbitrária de um juiz arbitrário autoritário, ao ser preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações da Operação Lava Jato.

O presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Felício, destacou que ontem (21), em paralelo à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), houve ato contra o golpe e em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova York. “Para o movimento internacional, não é só um ataque contra uma lenda do movimento sindical que ajudou a reconstruir o sindicalismo no Brasil. O golpe é contra a classe trabalhadora.”

Segundo Felício, desde o ano passado os sindicalistas internacionais alertavam o mundo que o golpe no Brasil nunca foi porque este ou aquele político estivesse errado, mas, sim, porque estavam acertando. “A elite não gosta do povo pobre, dos trabalhadores, nem dos sindicatos, nem de Lula, nem de Dilma. O que eles querem é aplicar políticas para reduzir o papel do estado, e a esquerda é um empecilho a isso.”

“Imagina só um trabalhador começar a trabalhar aos 15 anos e só poder se aposentar aos 65. Isso é uma atrocidade. Imagina 13º e férias terem que ser negociados. Isso é um absurdo. Não aceitaremos as reformas. Se eles acham que vão conseguir impor esse projeto sem resistência dos trabalhadores, vão perder”, afirmou o presidente da CSI.
Secretário de Políticas Sociais da CTB, Carlos Rogério Nunes lembrou que tiraram uma presidenta eleita com 54 milhões de votos e colocaram alguém com 61 votos no Senado, com uma agenda que jamais passaria nas urnas. Segundo ele, também estão promovendo uma perseguição ao ex-presidente Lula.

- no site Viomundo

Reforma de Temer legaliza o apartheid social no Brasil



Por Gaudêncio Frigotto*, no site da ANPED

A reforma de ensino médio proposta pelo bloco de poder que tomou o Estado brasileiro por um processo golpista, jurídico, parlamentar e midiático, liquida a dura conquista do ensino médio como educação básica universal para a grande maioria de jovens e adultos, cerca de 85% dos que frequentam a escola pública.

Uma agressão frontal à constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes da Educação Nacional que garantem a universalidade do ensino médio como etapa final de educação básica.

Os proponentes da reforma, especialistas analfabetos sociais e doutores em prepotência, autoritarismo e segregação social, são por sua estreiteza de pensamento e por condição de classe, incapazes de entender o que significa educação básica.

E o que é pior, se entende não a querem para todos.

Com efeito, por rezarem e serem co-autores da cartilha dos intelectuais do Banco Mundial, Organização Mundial do Comércio, etc., seus compromissos não são com direito universal à educação básica, pois a consideram um serviço que tem que se ajustar às demandas do mercado.

Este, uma espécie de um deus que define quem merece ser por ele considerado num tempo histórico de desemprego estrutural.

O ajuste ou a austeridade que se aplica à classe trabalhadora brasileira, da cidade e do campo, pelas reformas da previdência, reforma trabalhista e congelamento por vinte anos na ampliação do investimento na educação e saúde públicas, tem que chegar à escola pública, espaço onde seus filhos estudam.

A reforma do ensino médio que se quer impor por Medida Provisória segue figurino da década de 1990 quando MEC era dirigido por Paulo Renato de Souza no Governo Fernando Henrique Cardoso.

Não por acaso Maria Helena Guimarães é a que de fato toca o barco do MEC.

Também não por acaso que o espaço da mídia empresarial golpista é dado a figuras desta década.

Uma reforma que retrocede ao obscurantismo de autores como Desttut de Tracy que defendia, ao final do século XIX, ser da própria natureza e, portanto, independente da vontade dos homens, a existência de uma escola rica em conhecimento, cultura, etc., para os que tinham tempo de estudar e se destinavam a dirigir no futuro e outra escola rápida, pragmática, para os que não tinham muito tempo para ficar na escola e se destinavam (por natureza) ao duro ofício do trabalho.

Neste sentido é uma reforma que anula Lei Nº. 1.821 de 12 de março de 1953.

Que dispõe sobre o regime de equivalência dos cursos de grau médio para efeito de matrícula nos curso superiores e cria novamente, com outra nomenclatura, o direcionamento compulsório à universidade.

Um direcionamento que camufla o fato de que para a maioria da classe trabalhadora seu destino são as carreiras de menor prestigio social e de valor econômico.

Também retrocede e torna, e de forma pior, a reforma do ensino médio da ditadura civil militar que postulava a profissionalização compulsória do ensino profissional neste nível de ensino.

Piora porque aquela reforma visava a todos e esta só visa os filhos da classe trabalhadora que estudam na escola pública.

Uma reforma que legaliza o apartheid social na educação no Brasil.

O argumento de que há excesso de disciplinas esconde o que querem tirar do currículo – filosofia, sociologia e diminuir a carga de história, geografia, etc.

E o medíocre e fetichista argumento que hoje o aluno é digital e não agüenta uma escola conteudista mascara o que realmente o aluno desta, uma escola degradada em seus espaços, sem laboratórios, sem auditórios de arte e cultura, sem espaços de esporte e lazer e com professores esfacelados em seus tempos trabalhando em duas ou três escolas em três turnos para comporem um salário que não lhes permite ter satisfeitas as suas necessidades básicas.

Um professorado que de forma crescente adoece.

Os alunos do Movimento Ocupa Escolas não pediram mais aparelhos digitais, estes eles têm nos seus cotidianos.

Pediram justamente condições dignas para estudar e sentir-se bem no espaço escolar.

Por fim, uma traição aos alunos filhos dos trabalhadores, ao achar que deixando que eles escolham parte do currículo vai ajuda-los na vida.

Um abominável descompromisso geracional e um cinismo covarde, pois seus filhos e netos estudam nas escolas onde, na acepção de Desttut de Tracy estudam os que estão destinados a dirigir a sociedade.

Uma reforma que legaliza a existência de uma escola diferente para cada classe social.

Justo estes intelectuais que em seus escritos negam a existência das classes sociais.

Quando se junta prepotência do autoritarismo, arrogância, obscurantismo e desprezo aos direitos da educação básica plena e igual para todos os jovens, o seu futuro terá como horizonte a insegurança e a vida em suspenso.

* Filósofo e Educador. Professor do Programa de Pós Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A pegadinha de Raimundão para Arnon Bezerra



Depois de passar boa parte das últimas duas horas navegando pelas redes socais, blogs, sites e emissoras de rádio, saquei qual a estratégia do prefeito Raimundo Macedo.

Raimundão não desistiu de candidatura coisa nenhuma, ele simplesmente mudou um pouco a estratégia, e isso ele sabe fazer como poucos.

Raimundão soltou nas redes sociais, principalmente nos grupos de whatsapp que numa reunião decidiu não ser mais candidato, que ia dar um tempo depois decidia, que foi atacado, etc e tal.

Em seguida, começou a surgir nas redes socais, blogs e na imprensa a versão de que ele iria desistir e já negociava com Arnon Bezerra (PTB).

Arnon Bezerra já negou, mas coincidentemente uma emissora de rádio de Juazeiro do Norte hoje de manhã deu a notícia de que "nos bastidores" Raimundão ficaria com Arnon.

Ora, porque Raimundão não apoiaria Normando Sóracles, do PSDB de Tasso Jereissati? Ou Francisco Fabiano do PSB, ambos (PSDB e PSB) partidos aliados do PMDB de Raimundo Macedo no cenário estadual e nacional?

E como agora, depois de atacar Arnon,o prefeito Raimundão decidiu apoiar o candidato que ele mais atacou?

A tática de Raimundo Macedo é simples, mas pode pegar.

Ele diz que vai desistir. Solta na imprensa(que logo divulga) que ele pode apoiar Arnon, que já mandou alguém negociar com o Arnon, que vai ter isso e aquilo caso Arnon vença.

Resultado: "queima" o nome de Arnon que aparece hoje como seu principal crítico e rival.

Arnon saiu logo na ofensiva e disse: "não queremos esse apoio".

Disse certo, pois se demorasse muito ia parecer o que Raimundão armou. Armou para queimar Arnon e voltar ao jogo.

Outra: já apareceu até os banners : fica Raimundão.

Êita Raimundão esperto.

Mas, caso ele queira mesmo desistir ele tem várias opções.

Universitária compartilha conversa com pai que pede desculpas por não escrever direito

Uma publicação nas mídias sociais provocou uma reflexão voltada ao respeito com as pessoas analfabetas e semianalfabetas no Brasil. A universitária Micarla Lins publicou uma foto de uma conversa com o seu pai no Facebook, em que mostra a dificuldade dele em escrever. No diálogo, ele pede desculpas por não escrever corretamente e diz que a ama. Micarla, por sua vez, responde: ''Eu amo você e você não precisa escrever para eu te amar''.

A conversa foi compartilhada em seu perfil no Facebook, falando do orgulho que sentia do seu pai. A frase ''saber escrever direito não é inteligência, é privilégio'' foi que a motivou a publicar a conversa. Na publicação, ela comenta das dificuldades vividas pelo pai que não teve a oportunidade de saber a escrever corretamente. ''Meu pai não teve uma vida nada fácil. Hoje em dia, ele só sabe ler, mas não sabe escrever quase nada. Isso me faz lembrar de todas às vezes que ouço piadas por coisas que estão escritas de maneira “errada”, escreveu.

A universitária também pede aos internautas que repensem antes de criticar ou zombar de pessoas anafalbetas e semianalfabetas. ''Então ao invés de acharem graça toda vez que virem algo escrito errado, se lembrem de um pai pedindo perdão a filha por não conseguir falar com ela pois não sabe escrever'', publicou.



Educadores decidem pela greve em Crato

Os professores do Crato e demais servidores da educação deflagraram greve geral da categoria, dessa vez por atrasos nos pagamentos.

Vários servidores lotaram as dependências do Palácio Alexandre Arraes e participaram da assembléia geral onde foi decidido por unanimidade pela paralisação da categoria.

De acordo com a advogada e assessora jurídica do sindicato, Romênia Botelho, além da aprovação da greve o sindicato impetrou  com uma ação junto a justiça solicitando o bloqueio geral das contas de todas as secretarias do município do Crato.

Já a presidente interina Denise Pinheiro, afirmou que agora os servidores tem 72 horas de acordo com a lei para comunicar o poder público, as famílias e a justiça sobre a paralisação.

Fabiano poderia ser uma alternativa de Raimundão?

Taí uma boa pergunta.

Raimundo Macedo tem opções para apoiar a prefeito caso desista da candidatura de forma definitiva no próximo sábado?

Tem sim.

Um nome pode ser o pastor e radialista Francisco Fabiano.

Fabiano é do PSB partido que apoiou o golpe assim como o PMDB de Raimundo Macedo.

Os dois partidos tem interesse comum no Cariri: derrotar os nomes apoiados por Camilo, Cid, Ciro e Lula.

Fabiano  não chama o golpe de golpe , assim como Raimundão e o PSB nacional fecha com o PMDB, mesmo passando assim por cima da história de luta do araripense Miguel Arraes.

Uma boa alternativa.

Resta saber se Fabiano quer.


Arnon não quer o apoio de Raimundão e quer mudanças para Juazeiro do Norte



O candidato Arnon Bezerra (PTB) já disse não caso Raimundão queira apoiá-lo.

Arnon nesta campanha colidiu com Raimundão e foi um dos poucos que teve a coragem de dizer  e falar do desastre de Raimundão como prefeito.

Arnon inclusive denunciou Raimundão pela farra dos terrenos.

Raimundão atacou. Arnon deu o troco.

Arnon Bezerra tem uma proposta de governo completamente diferente de Raimundão e apoios também como o do governador Camilo Santana e do ex-governador Cid Gomes.

Raimundão tem o apoio do senador golpista Eunício Oliveira , do seu partido, o PMDB. Não dá para misturar.

Não dá agora para Arnon querer apoio de Raimundão apenas "queimaria" sua candidatura.

Arnon vem fazendo uma campanha com diversas propostas e debatendo com as comunidades. 

Raimundão sequer apresentou propostas só fica defendendo aquilo que "já fez" pelo Juazeiro do Norte.

Arnon Bezerra já avisou à imprensa, e está lá no blog do Flávio Pinto:

 "Como podemos nos unir nesse momento a uma candidatura que sempre nos atacou. Nossa candidatura representa mudança. Mudança a esse modelo de governo que administra Juazeiro".

Alunos de Medicina da Estácio FMJ realizam viagem ‘socioambiental’ no Metrô do Cariri

Estudantes do curso de Medicina da Estácio FMJ participam​, nesta quinta-feira, 22, às 13h30, de uma viagem diferenciada. Trata-se de uma avaliação dos espaços de degradação e acúmulo de lixo ao longo da linha férrea, situada entre as cidades de Crato e Juazeiro do Norte, no trajeto do Metrô do Cariri. 

O trajeto​, de quase 10 km, traz à tona diversas preocupações socioambientais e é provocativa para os alunos, diante de uma realidade que tem preocupado ecologistas. No entorno da linha férrea estão inseridas diversas comunidades, nos dois municípios. Para o Professor Djailson Ricardo Malheiro, esse é um momento de reflexão para os estudantes, no que diz respeito à saúde ambiental.

Ele afirma que essa não é a primeira vez que leva seus alunos a fazerem o percurso. Sempre tem sido algo interessante e um aprendizado para os acadêmicos. “Uma realidade que desperta a reflexão e busca contribuir com formas de tentar reverter essa dura realidade, por meio de uma visão mais ampla e apurada desse processo”, explica. Vários trabalhos de sala são desenvolvidos com temas diversificados para serem aproveitados como possibilidade de minimizar o impacto ao meio ambiente.

Os alunos estarão concentrados no estacionamento do Hiper Bom Preço, em Juazeiro do Norte, a partir das 13h30, desta quinta-feira. De lá seguirão para a estação do Metrô do Cariri, de onde iniciarão a viagem.

André Figueiredo percorre Sertão Central e Centro-Sul para fortalecer candidaturas

A mobilização nas dez cidades do Sertão Central e Centro-Sul visitadas hoje (21) pelo presidente do PDT no Ceará, deputado federal, André Figueiredo, ratifica o protagonismo da sigla nas eleições municipais. Ao todo, serão 93 candidaturas pedetistas a prefeito no estado, além dos vice-prefeitos e coligações. 

Ao longo do dia, o parlamentar participou, junto do secretário estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Josbertini Clementino, de comícios, encontros e caminhadas que reuniram milhares de pessoas nos municípios de Senador Pompeu, Piquet Carneiro, Acopiara, Cedro e Icó, onde o PDT lidera chapas majoritárias com candidaturas a prefeito. Com vice, o partido indicou nomes em Ibaretama , Milhã e Quixelô. Como coligado, a sigla apoia chapas em Solonópole  e Quixadá.

"Todos que fazem o nosso partido aqui, junto dos nossos aliados, foram acolhidos pela população para formar essa grande família que levará essa chapa até a vitória", garantiu o parlamentar ao ratificar a confiança na vitória do candidato a prefeito em Senador Pompeu, Maurício Pinheiro (PDT).

André Figueiredo apoia Jaime Júnior em Icó

O sucesso da campanha do PDT no Icó foi mais uma vez comprovado durante o comício promovido, no distrito Sítio Jenipapeiro, para milhares de pessoas. O deputado federal e presidente estadual da sigla no Ceará, André Figueiredo, exaltou a mobilização que levará o prefeito Jaime Júnior (PDT) para mais uma vitória. 

O parlamentar percorreu a cidade para celebrar com os cidadãos as conquistas da gestão pedetista ao longo dos últimos três anos e meio. "As parcerias estruturaras pelo Jaime permitiram que o prefeito implementasse obras importantes nas áreas de infraestrutura, saúde e educação", analisou.

"O povo saberá reconhecer, na eleição do próximo dia 2 de outubro, o quanto o prefeito é competente e está ao lado de quem mais precisa", completou o deputado, ao lado da vice na chapa, Jacqueline Landim (PDT), e do presidente municipal da sigla e candidato a vereador, Virton Costa.

Para Jaime Júnior, a sua gestão busca desenvolver não somente a sede, mas todo o município. "Vejo, aqui, moradores de todas as regiões. Esse carinho é um reconhecimento e serve de motivação para o segundo mandato. Com o André Figueiredo, Josbertini e o governo do estado, vamos fazer muito mais", concluiu, ao ser aplaudido.

Lembrando quem são os golpistas


No face do Samuel Pìnheiro:


Olha só quem foi lembrado no mega comício de Zé Ailton #11 com a presença do maior e melhor presidente desse país: Lula.
Golpistas serão para sempre lembrados como o lixo da história.

Raimundão tenta imitar Jânio Quadros e volta se o "povo" pedir



O candidato a reeleição Raimundo Macedo (PMDB) em Juazeiro do Norte decidiu dar um tempo na relação com o eleitor e parou a campanha.

Fiquei à pensar: o que fez Raimundão tomar essa atitude. E me veio uma lembrança.

Nos anos 60 o Brasil elegeu Jânio Quadros para governar o país. Um político que falava muito em combater a corrupção, mas que não tomou nenhuma atitude para combater esse mal que até hoje atinge as instituições brasileiras.

Sua gestão era um marasmo, o Brasil cheio de problemas e nada era resolvido, As demandas dos movimentos sociais  aumentavam e ele não dava as respostas necessárias. Enquanto isso, se geria o golpe.

Foi então que ele teve a grande ideia e tentou uma manobra rocambolesca: renunciar  para o povo pedir para ele ficar. O povo não pediu para ele ficar e o resultado da renúncia de Jânio foram as crises que desembocaram no golpe de 1964.

O golpe de 2016 todo mundo sabe foi feito pelo PMDB e PSDB mais um agrupamento de canalhas comandados por Eduardo Cunha, com apoio de midiático e jurídico.

Raimundão tenta com essa decisão dar uma Jânio Quadros. Pede para dar um tempo, se a sociedade reagir, que ele pode e deve ficar, que é uma pessoa que foi atacada pelos adversários na campanha.

Essa estratégia já furou. Ninguém pede para Raimundão continuar, a não ser os seus comandados.

Raimundão alega que foi atacado nesta campanha.

Mas quem iniciou os ataques aos adversários foi exatamente sua campanha com programas de rádio agressivos contra, principalmente Arnon, Gilmar Bender e Santana.

Atacou o PT várias vezes na entrevista que concedeu em meu programa e culpou até  o governador do Ceará pelos problemas da educação em Juazeiro do Norte.

A pose de Raimundão de dar uma de Jânio Quadros é a estratégia que lhe sobrou. E é um tiro no próprio pé.

Mas o certo, é que ninguém vai pedir para ele ficar. Só vai restar a Raimundão voltar à disputa no sábado, e aí, perdeu três preciosos dias de campanha.

E se ele se bandear para alguma candidatura, bom ,não acho que ele some votos no atual momento.

Quem receber o apoio de Raimundão ,depois dos discursos de mudanças feito por todos os outros sete candidatos vai cair na armadilha e cai a máscara também. Recebendo apoio apenas para se eleger.

O Raimundão gente fina passou.

O que resta agora é um prefeito que abandonou a cidade, a educação, a saúde, os bairros de periferia estão abandonados, os professores sem reajuste e chamados de desocupados, a cidade mal iluminada e cheia de lixo, ruas esburacadas e só Deus sabe como estão as finanças.

Raimundão conseguiu chegar à uma rejeição de 75% de sua gestão.

Números que provam que a sociedade não o quer mais,



SOBRE A REJEIÇÃO DE RAIMUNDÃO ATESTADA NA ÚLTIMA PESQUISA IBOPE VEJA O QUE ESCREVEMOS SOBRE ESSE TEMA:



A rejeição do prefeito Raimundo Macedo e a reprovação de sua desastrosa administração em Juazeiro do Norte são dois pontos fortes para analisarmos a pesquisa de intenções de votos divulgada pelo DN e TV Verdes Mares.

O prefeito Raimundo Macedo, ao ser analisado como gestor pelos entrevistados teve sua gestão reprovada por 75% dos entrevistados.

A gestão de Raimundo Macedo conseguiu em menos de 4 anos complicar a vida de uma das mais importantes cidades do Ceará.

Raimundo Macedo não respeita os professores e servidores. Chegou a chamar professores de desocupados.

Na saúde o quadro de falta de remédios, dificuldades no atendimento dos postos de saúde, precariedade da estrutura dos postos, problemas em programas do TFD e marcação de consultas, além da misteriosa terceirização do São Lucas não poderia dar em outra coisa se não fosse rejeição e reprovação.

Além disso, ha uma série de denúncias contra Raimundo Macedo no Ministério Público, que deve estar apurando muita coisa. 

Mais ainda, Raimundo Macedo faz um governo sem diálogo, sem escutar os servidores, sem diálogo com os movimentos sociais e sindical.

Tomou decisões contra os interesses dos servidores e da sociedade e sequer faz auto-crítica.

Para ele, nada mais há fazer na educação, porque tudo ele já fez.

Além disso, abandonou as periferias. Os bairros como Campo Alegre todos os dias reclamam nas emissoras de rádio da falta de obras e estrutura.


O DN diz o seguinte:

"A menções em Raimundão, diz o Ibope, decrescem em todos os estratos analisados, mas de forma mais acentuada entre aqueles com renda familiar superior a 2 salários mínimos (de 21% para 9%, agora). Na avaliação da administração, 75% dos entrevistados disseram desaprová-la. Raimundão é o mais rejeitado. 60% dos entrevistados disseram não votar nele de jeito nenhum. Normando e Gilmar Bender são rejeitados, individualmente, por 25% dos eleitores, Arnon Bezerra por 18%, Flavia Soares por 17%, Demontier Cinquentinha e Helaine Mendonça por 16% cada um, e Francisco Fabiano por 13%."


Raimundo Macedo perdeu votos e credibilidade "de forma mais acentuada" naquele segmento com renda familiar superior a 2 salários mínimos.

Ou seja, segmentos médios da sociedade de Juazeiro apenas 9% o aprova.

Um exemplo de que as pessoas com o mínimo para viver, que podem e tem acesso a alguns bens de consumo e maior informação, essas, apenas 9% não rejeitam Raimundão.

Portanto, para as pessoas que mais formam opinião, a rejeição de Raimundão pode chegar, dependendo do segmento, em 76%.

Falamos da rejeição ao candidato. Entre os homens a rejeição de Raimundão é de 63%.

Entre as pessoas com ensino médi oe superior a rejeição chega a 64%.


Veja como fica no geral a rejeição de Raimundo Macedo:

A média é de 60%. 

Entre os homens 63% e entre as mulheres 58%.

Idade: entre os de 16 a 24 anos a rejeição é de 76%. Entre os de 25 a 34 anos a rejeição é de 60%. Entre os de 35 a 44 anos a rejeição é de 59% e entre os de 45 anos e mais é de 49%.

Escolaridade: quem tem até 4ª série do ensino fundamental a rejeição é de 45%. Para quem tem entre a 5ª série à 8ª série do fundamental a rejeição é de 51% e para quem tem ensino médio e superior a rejeição é de 68%.