A HERANÇA GEOLÓGICA E PALEONTOLÓGICA DO PLANETA TERRA NO DRAGÃO DO MAR
A riqueza geológica e paleontológica do Ceará poderá ser vista, a partir do próximo dia 22 de outubro, quarta-feira, no novo Salão Multiuso do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, quando duas exposições vão ser apresentadas ao público: Geopark Araripe Unesco e Museu de Paleontologia da URCA. Na abertura, que acontece às 19 horas do dia 22, serão lançadas três publicações afeitas aos temas: Geopark Araripe, Fósseis de Santana do Cariri e Cartilha do Geopark Araripe.
As exposições, compostas por grandes painéis fotográficos, maquetes e peças fósseis encontradas na Bacia do Araripe, já foram apresentadas em São Paulo, na FAAP, em exposições anteriores no Crato e em Juazeiro do Norte e, recentemente, em Osnabrück, na Alemanha, durante o 3º encontro mundial de Geoparks Nacionais.
Formação
A Bacia do Araripe possui sinais da ruptura do continente ancestral de Gondwana, que originou os continentes americano e africano, mais especificamente a separação da América do Sul da África. Os fósseis encontrados nesta região estão relacionados ao Período Cretáceo Inferior – com cerca de 110 milhões de anos – que ocorrem nas rochas da Formação Santana. A biota fóssil desta formação é reconhecida mundialmente pela rica jazida paleontológica, que inclui organismos vertebrados, invertebrados e plantas, apresentando formas tridimensionais com excepcional preservação de tecidos ósseos e não ósseos de pterossauros e tiranossauros do mundo, além de abundância de peixes. As diferentes formas de vida estão documentadas nos estratos fossilíferos do Araripe, constitui-se em um importante canal para se examinar a memória do planeta, além de indicar a alta representatividade da biodiversidade local.
O GeoPark Araripe: o único das Américas
No sul do Ceará, na região do Araripe, está o maior registro geológico e paleontológico do Período Cretáceo Inferior de todo o planeta, que data de 110 milhões de anos. Os sítios geológicos e paleontológicos da região foram reconhecidos pela UNESCO/ Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Patrimônio da Humanidade e, a partir daí, foi instituído o GeoPark Araripe Unesco, que passou a ser incluído à rede mundial de Geoparks. Hoje, existem 59 Geoparks no mundo e um único no hemisfério sul e nas Américas: o GeoPark Araripe.
Os Geoparks são parques abertos da natureza, estabelecidos em regiões que apresentam sítios de singular valor geológico e paleontológico, cujo objetivo é promover à proteção e a preservação da memória da terra e da evolução da vida, assim como a educação, a pesquisa, a fruição e o desenvolvimento responsável das comunidades em sua área.
Com uma área superior a 5.000 km², o território onde se consolidará o Geopark Araripe incluirá um conjunto de projetos e ações de cunho científico e educacional desenvolvidas pela Urca, com a participação de vários parceiros, que se propõem a estudar, preservar e promover a difusão de conhecimentos referentes aos sítios geológicos, paleontológicos e arqueológicos encontrados na Bacia do Araripe. Dessa forma, possibilita o desenvolvimento de inúmeras ações de proteção e preservação dos registros geológicos, paleontológicos, antropológicos, ambientais, paisagísticos e culturais, ressaltando o seu caráter interdisciplinar.
Assim, suas estratégias de atuação englobam ações de educação e transferência de conhecimento para as populações locais; proteção dos sítios arqueológicos e fossilíferos; apropriação dos recursos naturais de maneira adequada; contribuição ao desenvolvimento do turismo regional; e controle da extração e comercialização ilegal do patrimônio fossilíferos.
Museu de Paleontologia da Urca: um acervo de US$ 30 milhões
Localizado no pequeno município de Santana do Cariri (CE), o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri da URCA tem um acervo estimado em mais de US$ 30 milhões, e possui um dos mais importantes acervos de fósseis do hemisfério ocidental. São mais de 10 mil peças abrangendo uma enorme variedade de espécies aquáticas e terrestres da paleoictiofauna da Chapada do Araripe, que contam parte da história da Terra e da evolução da vida durante o período geológico do Cretáceo Inferior, há cerca de 110 milhões de anos.
Tão grande é a importância deste acervo que já foram escritos mais de 1.200 livros e artigos sobre os fósseis de Santana - em mais de duas dezenas de idiomas – que são uma referência para a comunidade científica internacional. A criação do Museu, há 20 anos, desempenhou um papel relevante no processo de consolidação de uma reserva técnica de referência internacional na região da Bacia Sedimentar do Araripe, onde se localizam os mais completos registros do período Cretáceo Inferior do mundo. Em decorrência da importância científica do acervo, o município recebe, anualmente, mais de 25 mil visitantes - nacionais e internacionais - número superior à população do município.
Parcerias
As exposições são uma realização da Universidade Regional do Cariri (Urca), com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, a qual esta Universidade está vinculado e Secretaria das Cidade, da Cultura e Conselho de Políticas do Meio Ambiente e SEMACE/ Superintendência do Meio Ambiente do Estado do Ceará.
Ficha Técnica:
- Curador/ Organizador das Exposições: Arquiteto José Sales Costa Filho – fone: 9603.4745
2 comentários:
Essa imagem é realmente explêndida...
O Crato, como sempre, lindo.
A HERANÇA GEOLÓGICA E PALEONTOLÓGICA DO PLANETA TERRA NO DRAGÃO DO MAR
A riqueza geológica e paleontológica do Ceará poderá ser vista, a partir do próximo dia 22 de outubro, quarta-feira, no novo Salão Multiuso do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, quando duas exposições vão ser apresentadas ao público: Geopark Araripe Unesco e Museu de Paleontologia da URCA. Na abertura, que acontece às 19 horas do dia 22, serão lançadas três publicações afeitas aos temas: Geopark Araripe, Fósseis de Santana do Cariri e Cartilha do Geopark Araripe.
As exposições, compostas por grandes painéis fotográficos, maquetes e peças fósseis encontradas na Bacia do Araripe, já foram apresentadas em São Paulo, na FAAP, em exposições anteriores no Crato e em Juazeiro do Norte e, recentemente, em Osnabrück, na Alemanha, durante o 3º encontro mundial de Geoparks Nacionais.
Formação
A Bacia do Araripe possui sinais da ruptura do continente ancestral de Gondwana, que originou os continentes americano e africano, mais especificamente a separação da América do Sul da África. Os fósseis encontrados nesta região estão relacionados ao Período Cretáceo Inferior – com cerca de 110 milhões de anos – que ocorrem nas rochas da Formação Santana. A biota fóssil desta formação é reconhecida mundialmente pela rica jazida paleontológica, que inclui organismos vertebrados, invertebrados e plantas, apresentando formas tridimensionais com excepcional preservação de tecidos ósseos e não ósseos de pterossauros e tiranossauros do mundo, além de abundância de peixes. As diferentes formas de vida estão documentadas nos estratos fossilíferos do Araripe, constitui-se em um importante canal para se examinar a memória do planeta, além de indicar a alta representatividade da biodiversidade local.
O GeoPark Araripe: o único das Américas
No sul do Ceará, na região do Araripe, está o maior registro geológico e paleontológico do Período Cretáceo Inferior de todo o planeta, que data de 110 milhões de anos. Os sítios geológicos e paleontológicos da região foram reconhecidos pela UNESCO/ Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como Patrimônio da Humanidade e, a partir daí, foi instituído o GeoPark Araripe Unesco, que passou a ser incluído à rede mundial de Geoparks. Hoje, existem 59 Geoparks no mundo e um único no hemisfério sul e nas Américas: o GeoPark Araripe.
Os Geoparks são parques abertos da natureza, estabelecidos em regiões que apresentam sítios de singular valor geológico e paleontológico, cujo objetivo é promover à proteção e a preservação da memória da terra e da evolução da vida, assim como a educação, a pesquisa, a fruição e o desenvolvimento responsável das comunidades em sua área.
Com uma área superior a 5.000 km², o território onde se consolidará o Geopark Araripe incluirá um conjunto de projetos e ações de cunho científico e educacional desenvolvidas pela Urca, com a participação de vários parceiros, que se propõem a estudar, preservar e promover a difusão de conhecimentos referentes aos sítios geológicos, paleontológicos e arqueológicos encontrados na Bacia do Araripe. Dessa forma, possibilita o desenvolvimento de inúmeras ações de proteção e preservação dos registros geológicos, paleontológicos, antropológicos, ambientais, paisagísticos e culturais, ressaltando o seu caráter interdisciplinar.
Assim, suas estratégias de atuação englobam ações de educação e transferência de conhecimento para as populações locais; proteção dos sítios arqueológicos e fossilíferos; apropriação dos recursos naturais de maneira adequada; contribuição ao desenvolvimento do turismo regional; e controle da extração e comercialização ilegal do patrimônio fossilíferos.
Museu de Paleontologia da Urca: um acervo de US$ 30 milhões
Localizado no pequeno município de Santana do Cariri (CE), o Museu de Paleontologia de Santana do Cariri da URCA tem um acervo estimado em mais de US$ 30 milhões, e possui um dos mais importantes acervos de fósseis do hemisfério ocidental. São mais de 10 mil peças abrangendo uma enorme variedade de espécies aquáticas e terrestres da paleoictiofauna da Chapada do Araripe, que contam parte da história da Terra e da evolução da vida durante o período geológico do Cretáceo Inferior, há cerca de 110 milhões de anos.
Tão grande é a importância deste acervo que já foram escritos mais de 1.200 livros e artigos sobre os fósseis de Santana - em mais de duas dezenas de idiomas – que são uma referência para a comunidade científica internacional. A criação do Museu, há 20 anos, desempenhou um papel relevante no processo de consolidação de uma reserva técnica de referência internacional na região da Bacia Sedimentar do Araripe, onde se localizam os mais completos registros do período Cretáceo Inferior do mundo. Em decorrência da importância científica do acervo, o município recebe, anualmente, mais de 25 mil visitantes - nacionais e internacionais - número superior à população do município.
Parcerias
As exposições são uma realização da Universidade Regional do Cariri (Urca), com apoio do Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, a qual esta Universidade está vinculado e Secretaria das Cidade, da Cultura e Conselho de Políticas do Meio Ambiente e SEMACE/ Superintendência do Meio Ambiente do Estado do Ceará.
Ficha Técnica:
- Curador/ Organizador das Exposições: Arquiteto José Sales Costa Filho – fone: 9603.4745
-Designer: Henrique Bayma (Briba Design) – fone: 9998.5124
- Fotografias e Tratamento de Imagens: Daniel Roman – Fone: 9603.3107
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