quinta-feira, 11 de novembro de 2010

COMBATE AO ABORTO

Ministério Público do Estado do Ceará, através dos promotores de Justiça integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GECOC), com o apoio da Polícia Civil do Estado do Ceará, deflagrou, na manhã de hoje (10), a execução da operação “Exterminador do Futuro” em que foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, uma prisão em flagrante delito e três mandados de busca e apreensão, visando a desarticulação de um grupo criminoso, voltado para a prática de crimes de aborto, pelo menos de 1995, nos municípios de Fortaleza e Maracanaú.

Os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram expedidos pelo Juízo da 1ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, tendo como alvos o médico e ex-prefeito de Maracanaú, Dionísio Broxado Lapa Filho, e mais cinco funcionários da Clínica Dionísio Lapa, bem como do hospital Associação Beneficente e Médica de Pajuçara (ABEMP). Os presos e o material apreendido estão sendo ouvidos na sede da Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Ceará. Estão envolvidas no trabalho de inteligência, seis equipes da Polícia Civil do Estado do Ceará, incluindo dez delegados, escrivães e inspetores de polícia.

Segundo o promotor de Justiça Marcos William Leite de Oliveira, além do médico, foram presos preventivamente os funcionários: Adriana Fernandes Vieira (secretária); Ricardo Henrique de Lima Demétrio (segurança e porteiro); Antônia Deuzarina Mota Teixeira (atendente) e Francisco José de Lima (segurança). Embora com mandado de prisão preventiva expedido, a auxiliar de enfermagem Elizabete de Lima ainda não foi presa por não se encontrar no Estado do Ceará. Somente o segurança e motorista do médico, José Ilton do Carmo, foi preso em flagrante pelo porte ilegal de munição de calibres 38 e 12. Ele prestou depoimento no 34º Distrito Policial.

A investigação do GECOC iniciou no dia 20 de abril deste ano, a partir de uma representação do Movimento Internacional Pela Vida (Movida). Nos próximos dias também serão ouvidas dez ex-pacientes do médico que passaram pelos procedimentos abortivos naquela clínica. Mas, antes, já havia, em andamento, vários procedimentos contra o médico por conta da 1ª Promotoria Auxiliar do Júri.

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