terça-feira, 29 de julho de 2008

LULA SERÁ ALVO DE ASSÉDIO DOS CANDIDATOS NO CEARÁ

O presidente do PT no Ceará, Ilário Marques, confirmou ontem a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Estado, no dia 20 de agosto. Segundo ele, a agenda de Lula não inclui nenhuma passagem por Fortaleza. A viagem presidencial, que chegou a ser anunciada para o fim de julho, deverá se restringir às inaugurações de uma refinaria de biodiesel, em Quixadá, e de um terminal de regaseificação, no porto do Pecém. Ilário Marques descartou a possibilidade de aproveitamento político dos eventos. "É agenda de presidente", ressaltou. Nas últimas semanas, o próprio Lula vem sinalizando que não irá subir no palanque de nenhum candidato, nas cidades em que sua base aliada estiver dividida.

Entretanto, isso não significa que não haverá assédio por parte dos concorrentes à Prefeitura da Capital. Luizianne Lins (PT), Patrícia Saboya (PDT) e Adahil Barreto (PR), cujos partidos compõem a aliança governista, deverão tentar aproveitar a visita de Lula para fortalecer suas campanhas.

A assessoria da candidata petista afirma que ainda é cedo para confirmar se Luizianne irá às inaugurações, mas destacou que sua participação será "apenas como prefeita", e não como candidata. O mesmo discurso é adotado pela coordenação da campanha de Patrícia. "A partir do momento em que ela sai de Fortaleza, já não é mais a candidata, e sim a senadora", defendeu um de seus assessores. Enquanto Luizianne deverá ressaltar o apoio de Lula em algumas das obras iniciadas em sua gestão, a pedetista poderá lembrar que foi vice-líder do governo no Senado. Tudo para agregar à campanha a imagem do presidente, que possui forte adesão de eleitores na região Nordeste.

A proximidade direta com Lula, que as duas candidatas farão questão de ressaltar, não poderá ser tão explorada por Adahil Barreto. Mesmo assim, sua assessoria afirmou que tentará o contato com o presidente por meio de um dos representantes nacionais do PR. "Se o encontro de Adahil com o presidente não for possível, não será por causa das duas (Patrícia e Luizianne)", avaliou sua assessoria. (Hébely Rebouças, especial para O POVO. Colaborou Daniel Sampaio)
Jornal O Povo

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