A criança de iniciais C.E.F. que estava internada com raiva humana desde o último dia 29 de fevereiro, no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha, faleceu na manhã desta segunda-feira, 12.
De acordo com Antonio Ernane Freitas, diretor do hospital, a criança teve uma parada cardiorrespiratória por volta das 4 horas da manhã e foi reanimado pela equipe médica. Mas em outra parada ele veio a óbito por volta às 5h 40min.
Para Ernane Freitas a demora em se descobrir a doença na criança, no caso a raiva humana, transmitida pela mordida de um sagüi, pode sim ter levado a criança ao estado critico e à morte.
Ele alerta para que as famílias, principalmente na zona rural do Cariri não tenham animais silvestres dentro de casa como se fossem animais domésticos.
O menino já tinha passado por todos os exames e a equipe médica já tinha adotado o Protocolo de Recife,como procedimento para tentar debelar o vírus.
Após os exames o Ministério da Saúde repassou as primeiras doses. A segunda dose não chegou a ser usada no paciente.
Antonio Ernane acredita que isso não foi responsável pela causa da morte, mas a própria violência com que o vírus da raiva humana atua no corpo humano.
“Sabemos que na maioria dos casos se dá um óbito e tentamos de tudo, acredito que a equipe médica foi atenciosa atuou com competência e melhor ainda sempre acompanhada por especialistas”, afirmou.
O hospital chegou a contatar em Japão, o médico Rodney E. Willoughby um dos responsáveis pela elaboração do Protocolo de Recife, que deu várias orientações à equipe do São Vicente.
O corpo da criança foi liberado pelo hospital na manhã de ontem, e encaminhado ao Serviço de verificação de óbito. A família acompanhou tudo. Por volta das 13 horas o SVO concluiu que o menino faleceu de morte natural.
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